sexta-feira, 15 de maio de 2015

Vídeo - Mensagem das crianças - Sem Preconceito Desenho

Assista ao vídeo https://www.youtube.com/watch?v=-Xg2ZWMgSek

Tia Cecéu - SEM PRECONCEITO - desenho





Mensagem - VIVER EM UM MUNDO SEM PRECONCEITOS


VIVER EM UM  MUNDO SEM PRECONCEITOS

      Logo na infância, começamos a aprender a importância dos nossos direitos. E descobrimos que nenhuma pessoa é melhor ou pior que do que outra por causa da cor de sua pele ou de sua religião. Não ter preconceitos é uma das principais formas de respeito aos direitos de todas as pessoas.

Filmes - Dicas de filmes para trabalhar com a Educação Infantil I

LÍNGUA PORTUGUESA

Introdução à cultura africana com o filme "Kirikú e a Feiticeira"


MATEMÁTICA

"Donald no País da Matemágica": geometria e fantasia


CIÊNCIAS

"Wall-E": os impactos causados pelo lixo e a necessidade de reciclar


HISTÓRIA

"O Príncipe do Egito" para explicar as origens das religiões.


Referências 

http://revistaescola.abril.com.br/edicoes-especiais/047.shtml


Entrevista - Como superar o Racismo nas Escolas - Lei nº 11.645

Wilma de Nazaré Baía Coelho: lei pode ajudar a superar o racismo

Wilma de Nazaré Baía Coelho é professora da UFPA e da Unama.
Wilma de Nazaré Baía Coelho é professora da UFPA e da Unama.
Autor:Arquivo pessoal

Professora da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade da Amazônia (Unama), Wilma de Nazaré Baía Coelho coordena a linha de pesquisa Formação de Professores e Currículo, no Programa de Pós-graduação em Educação da UFPA.
Membro da Associação Brasileira dos Pesquisadores Negros (ABPN), ela coordena, também, o Núcleo de Formação de Professores e Relações Étnico-raciais (Gera/UFPA e Gepre/Unama) e o Curso de Especialização em Relações Étnico-raciais para o Ensino Fundamental/Uniafro. Pedagoga, com mestrado em Gestão e Ensino Superior e doutorado em Educação, sua atuação, na área de educação básica e superior, tem ênfase, principalmente, na formação de professores, diversidade étnico-racial, relações raciais, diversidade cultural e representação social.
Em entrevista ao Jornal do Professor, Wilma Coelho afirma que a Lei nº 11.645 tem importância fundamental para a educação, pois dá visibilidade e tira de segundo plano a questão do preconceito e da discriminação. Em sua opinião, as escolas brasileiras reproduzem o racismo que há na sociedade, tanto de forma velada quanto explícita, produzindo prejuízos enormes. Para modificar essa situação, sugere algumas medidas que incluem a capacitação dos professores, a reformulação do currículo, além de discussões sobre o tema para a formulação de alternativas. “Há que se desvincular o conteúdo relativo à África, à cultura afro-brasileira e às populações indígenas do exótico e torná-lo um conteúdo tão relevante quanto aquele relativo à história europeia”, defende.
Jornal do Professor - O povo brasileiro, de maneira geral, acredita que não existe racismo no Brasil. Qual sua opinião sobre isso?
Wilma de Nazaré Baía Coelho – Infelizmente, a escola é, em parte, bastante responsável por essa situação. Nas pesquisas realizadas pelo núcleo que coordeno (Núcleo de Estudos e Pesquisa sobre Formação de Professores e Relações Étnico-raciais/GERA), percebe-se que os professores reproduzem muitas práticas discriminatórias ou racistas. Muitos assumem o mito de formação da sociedade brasileira, aquele no qual o branco aparece como elemento civilizador, o negro com o trabalho e o indígena com a alegria, como verdade. A falta de reflexão sobre a questão faz com que os professores não atentem para o conteúdo racista de diversas práticas, como a seleção da “menina mais bonita”; a referência à cor, quando se trata de alunos negros ou pardos; o uso de ressalvas compensatórias para a referência à cor etc. As recentes políticas afirmativas são benéficas porque incluem a questão nos processos de capacitação dos professores em exercício e nos processos de formação inicial dos professores.
JP – Há racismo nas escolas brasileiras? De que forma ele se manifesta? Quais os prejuízos que pode acarretar?
WNBC – Há. Lamentavelmente não poderia ser diferente. A escola não é um organismo estranho à sociedade. Ela reproduz, em larga medida, aquilo que a sociedade elege como padrão. O racismo presente na escola se manifesta da mesma forma que se manifesta na sociedade: na maior parte dos casos de forma velada – na reiteração dos padrões de beleza, no estabelecimento de vínculos afetivos e no uso de epítetos que se querem carinhosos e integradores (“Pelé, meu negão” etc.); mas ocorre também de forma explícita – nas formas de representação do negro e do índio nos livros didáticos, na eleição dos conteúdos relacionados à memória histórica brasileira, no lugar dispensado às populações afro-brasileiras e indígenas na construção da sociedade nacional, especialmente após a Independência.
Os prejuízos da manutenção do racismo nas escolas são enormes: em primeiro lugar ele exclui todos aqueles que não se enquadram no padrão “branco”; em segundo lugar, ele prejudica a compreensão e a internalização de valores da cidadania para a parcela discriminada, porque acaba por relegar aos não “brancos” a condição de atores de segunda categoria, com participação coadjuvante nos processos históricos que formaram a sociedade brasileira e com participação subalterna na sociedade atual.
Por fim, para concluir a resposta (mas, infelizmente, poderíamos traçar aqui um imenso rol de atrocidades), o racismo institui uma rotina de violências – que nem sempre descambam para a agressão física, mas não são menos nocivas por serem verbais – que apequenam, fazem sofrer, tornam mais dolorosos os processos de constituição da pessoa, da personalidade, da autonomia, prejudicando a conformação da auto-estima e da auto-confiança, valores essenciais ao homem.
JP – O que fazer para modificar a situação de racismo nas escolas? A senhora acredita que discutir o tema pode ajudar a reduzir o racismo?
WNBC – Em primeiro lugar, não se pode esquecer que o racismo não é uma condição inata. Essa consideração, formulada por mais de uma figura importantíssima na constituição da sociedade ocidental, é fundamental para que se possa projetar a erradicação do racismo. Discutir o tema é importante, mas não pode ser a única estratégia e nem a mais importante, se a discussão servir apenas para momentos de catarse, no qual os atingidos pela discriminação manifestam sua indignação. Não estou recusando a importância da catarse, mas afirmando que temos de seguir em frente para construir algo positivo. Nesse sentido, a discussão deve atentar, especialmente, para a formulação de alternativas. Capacitar o professor para perceber o racismo e para combatê-lo me parece imperativo. Reformular o currículo também é importante. Chega a ser contraditório afirmar que somos um país multicultural e diverso e manter um currículo marcadamente eurocêntrico. Há que se desvincular o conteúdo relativo à África, à cultura afro-brasileira e às populações indígenas do exótico e torná-lo um conteúdo tão relevante quanto aquele relativo à história europeia.
JP – O que fazer quando o próprio professor tem preconceito?
WNBC – Essa reprodução, que destaco aqui, tem duas razões: em primeiro lugar, porque a instituição é formada por agentes sociais que, a despeito dos habitus* diversos, contribuem para a reprodução das estruturas da cultura dominante, no que tange à questão racial; em segundo lugar, por que a instituição se omite de cumprir a sua função de fazer emergir um novo habitus, profissional, no qual o preconceito, o racismo e a segregação não se manifestem – ainda que persistam na convicção de cada um dos agentes. Os desdobramentos de tais processos resultam, na criança, a constituição de uma visão negativa de si mesma, especialmente quando os professores são os próprios agentes da discriminação. Deveremos então, enfrentá-los ampliando o debate acerca da temática e consolidando políticas de formação continuada nos espaços educativos.
JP – Qual é a importância da Lei nº 11.645 para a educação?
WNBC – Fundamental, para dizer tudo. Ela estabelece para professores, intelectuais, universidades, cursos de formação de professores e escolas de educação básica a necessidade de enfrentar a questão. Ainda que tenha suscitado incompreensões, ela introduz a necessidade da discussão e permite a emergência de formulações de toda ordem – o que, por extensão, permite que a escola, a universidade, enfim, e os intelectuais se confrontem com as próprias posições sobre o assunto. Até onde percebo, a lei levanta a necessidade de tomar posição e isso é essencial nessa questão – ela dá visibilidade, tira do segundo plano a questão do preconceito e da discriminação.
Acredito que ainda existem lacunas a serem preenchidas. Mesmo assim, é uma das formas concretas de se discutir o problema, sendo um dos caminhos para se debater questões como as cotas para as chamadas minorias nas universidades públicas. A legislação que trata da introdução da temática cultural afro-brasileira, africana e indígena na educação básica e na formação de professores não aponta para a criação de uma disciplina específica nos currículos. A temática tem de ser trabalhada na matriz curricular da educação básica e dos cursos superiores, fazendo parte das disciplinas como um todo. Portanto, dentro dessas áreas, há as disciplinas que as comportam. O que se pretende é discutir a temática no “corpo documental” da escola, de forma enraizada – de modo que a escola estabeleça interlocução com os agentes escolares, com a comunidade e com movimentos sociais. O fortalecimento dessa discussão dar-se-á também a partir dessas parcerias e compreensão de divisão de responsabilidades entre os diversos setores sociais.
JP – Os professores estão preparados para dar aulas sobre a temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena? Como prepará-los?
WNBC – Nas pesquisas do Núcleo-Gera, na Região Norte, observa-se não somente as práticas em execução, assim como seus documentos (regimentos, projetos pedagógicos e projetos escolares), professores, alunos e a relação deles com o entorno. Embora os gestores das escolas que pesquisamos informem sobre a existência de práticas sistemáticas na maioria das escolas, constatou-se que havia um descompasso entre informações e realidade. Nestas, observamos a ocorrência de ações mais pontuais que sistematizadas. Constatou-se que, de certo modo, há um número diminuto de escolas que apresentaram práticas mais sistematizadas em relação à discussão étnico-racial em seus documentos. Nelas, as aulas com enfoque sobre a cultura afro-brasileira e africana são ministradas por professores negros e autodeclarados brancos. Mas os pesquisadores perceberam que as práticas mais sistematizadas ou mais enraizadas são desenvolvidas por professores negros. Os cursos de formação de professores não têm atentado, como deveriam, para o lugar crucial da questão étnico-racial, não apenas na formação da identidade, mas na construção da autoestima e, consequentemente, no desempenho escolar do aluno. Se ele não se reconhece como igual ao padrão aceito e legitimado pela sociedade, não se esforça para apreender um conhecimento que não apenas não o reconhece, mas o exclui. Além disso, as teorias pedagógicas em voga nas disciplinas e teses formuladas nos cursos de formação de professores não são utilizadas para se pensar a questão étnico-racial e se problematizar o quanto essa questão serve para a reflexão sobre a escola como um lugar de reprodução do preconceito. Da mesma forma, esse aparato não é utilizado para se pensar o ensino formal como um caminho para sua superação.

Projeto - Diversidade Cultural na Educação Infantil




Projeto Diversidade Cultural na Educação Infantil

TEMA: Diversidade cultural
INSTITUIÇÃO: Educação Infantil
PÚBLICO ALVO: Crianças de 06 (seis) anos de idade
TEMPO PREVISTO: 01 (um) bimestre ou a escolha.

JUSTIFICATIVA

Projeto Diversidade Cultural para a Educação Infantil , propõe uma discussão não só com os pequeninos, mas também com toda a escola sobre identidade cultural destes e as várias culturas existentes em nosso país no âmbito individual, social e coletivo, buscando entrelaçar as diversas linhas do conhecimento interdisciplinar em Língua Portuguesa, História, Geografia, Artes, etc.
O trabalho com Literatura Infantil, nos trás possibilidades de explorar várias habilidades e competências desta faixa de idade. Sendo assim, com a opção da história Menina Bonita do Laço de Fita, pode-se explorar a heterogeneidade na e da escola, como o preconceito racial, buscando, as origens dos participantes, suas descendência, culturas em que estão inseridos, como: comidas típicas, costumes, danças, lendas e religião, não só local, mas também global. Com isso, formar cidadãos críticos e autônomos que participam do processo social, conscientes de seus direitos e deveres na sociedade com base no respeito mútuo.

OBJETIVO GERAL

Abordar as diversidades culturais bem como suas particularidades, através do processo de conhecer, descobrir, interagir, crescer e apropriar-se de novos repertórios de forma prazerosa ,rica e envolvente.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

·         Pesquisar as diferentes culturas da Instituição para serem trabalhadas nas atividades;
·         Pesquisar as diferentes culturas da comunidade;
·         Trabalhar a interação família escola;
·         Propiciar a interação de todos os segmentos da escola;
Possibilitar a construção de valorização da cultura africana e a brasileira, buscando uma verdadeira identidade cultural;
Promover a valorização cultural através da leitura e interpretação dos textos literários afro-brasileiros, refletindo sobre este tema;
Estimular a formação de opiniões, atitudes e valores que desenvolvem os cidadãos críticos e éticos para a consciência étnico-racial;
Trabalhar a auto-estima no educando, para que este possa relacionar-se com os seus pares;
Fomentar no educador, a postura, a ética, a educação e a construção de uma auto-estima positiva;
Desenvolver uma imagem positiva de si, atuando de forma cada vez mais independente, com confiança em suas capacidades e percepção de suas limitações;
Descobrir e conhecer progressivamente seu próprio corpo, suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo e valorizando hábitos e cuidado com a própria saúde e bem-estar;
Estabelece vínculos afetivos e de troca com adultos e seus pares, fortalecendo sua auto-estima e ampliando gradativamente suas possibilidades de comunicação e interação social;
etc;

RECURSOS:
·        
       Livros de histórias;
·         CDs;
·         DVs;
·         Fotos;
·         Mapa-mundi;
·         Etc;

Este projeto poderá ser desenvolvido através dos vários eixos abaixo levando em conta o RECNEI:

·     Hora do Conto - Atividades desenvolvidas dentro do componente Curricular Linguagem Oral e Escrita através de diálogos com adultos e⁄ou seus próprios pares nas diversas situações de interação social e no faz-de-conta em que estas crianças se expressão via imitação, observação, familiarização com a escrita e leitura através do manuseio e audição de livros, revistas, escuta e encenação de diversos tipos de textos.
·         Artes Cênicas – As atividades desenvolvidas dentro deste componente curricular - O fazer artístico/Teatro, tem como um dos objetivos a exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando a produção de marcas gráficas e complementando com os trabalhos e objetos produzidos individualmente ou em grupo (RECNEI, Vol. 3, p.97).  Desenvolvimento da Identidade e Autonomia – Na construção deste conceito a criança gradualmente, permite-se enquanto ser social a compreender-se e comunicar-se através de múltiplas formas tendo em vista a aquisição de seus próprios limites corporais e isso ocorre de forma efetiva na oportunidade do trabalho com o Teatro via histórias infantis entre como a história Menina Bonita do Laço de Fita;

Conteúdos

Os conteúdos irão priorizar o desenvolvimento das capacidades de leitura, escrita, expressivas e estéticas, possibilitando a apropriação do conhecimento em diversas situações de aprendizagem. Isto se dará de forma gradual e espontânea com a participação em diferentes atividades envolvendo a percepção de apoio em situações que envolvam a necessidade a argumentação de idéias e pontos de vista e experiências vividas. Neste contexto, dramatizar a realidade é apropriar-se dela para poder entender a vida, os diferentes papéis sociais e as relações entre eles.
Nesta perspectiva, o teatro na Educação Infantil trata-se mais de um grande jogo dramático, onde brincando exercitam outros tons de voz testam a autoridade ou a submissão, a coragem e o medo. Os fantoches, marionetes, fantasias e maquiagens contribuem para esse exercício de faz de conta e também compõem esse delicioso cenário.
Busca-se neste projeto, compreender a nossa cultura, os elementos do folclore, os costumes e as regras sociais permitem que nossas crianças possam estabelecer comparações e ampliar o seu repertório, através do conhecimento de outras culturas e outros povos, este processo será rico também através da culinária que pode surgir em vários contextos. Quer seja a partir da história, quer seja a partir do conhecimento de outras culturas e seus alimentos, ou ainda das preferências culinárias de cada aluno da turma.

Metodologia

O papel do professor - Vygotsky sustenta que todo conhecimento é construído socialmente, no âmbito das relações humanas. Essa teoria tem por base o desenvolvimento do indivíduo como resultado de um processo sócio-histórico, enfatizando o papel da linguagem e da aprendizagem nesse desenvolvimento, sendo essa teoria considerada, histórico-social. Este processo, se dá na relação com outro, nas trocas onde o professor aperfeiçoando sua prática constrói, consolida, fortalece e enriquece seu aprendizado. Por isso é importante ver a pessoa do professor valorizar o saber de sua experiência. Neste sentido, NÓVOA (1997) afirma que a troca de experiências e a partilha de saberes consolidam espaços de formação mútua, nos quais cada professor é chamado a desempenhar, simultaneamente, o papel de formador e de formando. Assim, o papel do professor é de fundamental importância para a criança ao iniciar a Educação infantil, esta criança está na idade de vivenciar o processo de socialização e estabelecer amizades.
A metodologia utilizada neste projeto contempla uma ação educativa que visa garantir que a criança compreenda e contemple a diversidade cultural.
Ainda, que as trocas de experiências entre crianças sejam respeitados, inclusive nas produções individuais. Tudo isto levando em conta o prazer lúdico (co)gerador do processo de produção. Diante destes elementos, o professor deve estar atento no redimensionamento das atividades propostas quando houver necessidade. A utilização de recursos como TV, vídeo, computadores em sala de aula, internet, visita a escolas e espaços culturais, ida ao teatro, cinema, entre outros, garante situações de aprendizagens significativas no percurso do desenvolvimento da criança. Assim, nesta organização, estes conhecimentos são (re)pensados e (re)vistos enquanto percebimento de um aprendiz que lida com indivíduos em uma sociedade em constantes mudanças. Durante o processo de construção deste projeto é importante afirmar que este estará em consonância com a

Proposta Pedagógica da Instituição.

Sendo assim, o trabalho será dividido em várias etapas que deverão estar em consonância entre si como:Interação dos grupos/turmas através de jogos de percepção e observação do corpo como um todo brincadeiras, músicas de conhecimento comum a todos. História o uso da arte de contar histórias para apresentar diversos contos . observação de figuras humanas nas imagens. Após leitura de histórias, uso de desenhos e (re)interpretação) destas.
Valorização da ação artística e o respeito pela diversidade cultural.
Trabalho individual e em grupo respeitando o limite e o potencial de cada um.
Criação de trabalhos manuais através de pinturas, colagens, modelagens, texturas, etc.
A partir daí iniciam-se os ensaios de fala, coreografias, leitura, escrita, etc. O professor com o conhecimento do grupo como um todo, pode inferir apresentando sugestões indicando materiais, tipos de ações adequados a cada criança ou grupo. É essencial que este trabalho requer uma integração plena entre alunos, professores e funcionários da instituição, além de pais e comunidade, pois o desenvolvimento depende da participação de todos, pois envolvem diferenciados conteúdos cada um em seu segmento. Para planejar cenários, fantasias, adereços, máscaras, entre outros, o desenvolvimento de oficinas entre os participantes devem ser uma constante para que sejam confeccionadas todo o material a ser utilizado.

HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS DURANTE O PROJETO:
·         
       Hábito de ouvir;
·         Hábito de ler e interpretar histórias;
·         Trabalhar a oralidade;
·         Expressão critica;
·         Comunicação;
·         Criatividade;
·         Autonomia;
·         Respeito às regras sociais, etc.

COMPETÊNCIAS A SEREM ADQUIRIDAS DURANTE O PROJETO:
·         
      Escrita e leitura;
·         Noção de tempo e espaço;
·         Noção de pesquisa;
·         Respeito às diversas culturas;
·         Valorização e respeito ao outro entre outros...
As atividades desenvolvidas durante este período podem ser assim distribuídas:
·         Rodas da conversa informais e formais
·         Leitura de materiais variados como livros infantis, jornais, revistas, gibis, sobre a cultura Afro-brasileira;
·         Visitas à museu, teatro e cinema da cidade, quando houver atividade relevante;
·         Observação do meio como forma de pesquisa da cultura local e global;
·         Confecção de cartazes, jornais, livros referente ao tema abordado;
       Músicas e textos com conteúdo relacionadas ao tema escolhido;
·    Linguagens cênicas: linguagem falada e escrita, expressão corporal (corpo e movimento), as expressões plásticas, visuais e sonoras na elaboração de peças teatrais;
·      Mostra Cultural com trabalhos realizados pelos alunos bimestralmente⁄semestralmente⁄ anualmente, quando for o caso, etc;

AVALIAÇÃO:

O processo de avaliação deve ser contínuo, através de observações e registros do professor que poderá documentar os progressos do desenvolvimento dos alunos, das habilidades conquistadas como linguagem, escrita, interpretação, expressão, criticidade, comunicação, criatividade, autonomia, respeito as regras sociais, etc. Estes, são o norte para que estes sujeitos possam agir como (trans)formadores do faz-de-conta para o mundo real.
Para que se possa avaliar efetivamente se uma criança ou grupo desenvolve-se saudavelmente deve-se pensar em um ambiente que remete a desafios em situações de interatividade podendo ser feita de forma sistemática por todos os envolvidos no processo como afirma ZAMBELLI.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considerando que através da leitura e escrita de histórias infantis a criança expressa-se, comunica-se e sociabiliza-se, o professor tem o importante papel que é a mediação da relação da criança com o conhecimento, assim como na constituição da sua identidade e autonomia.
A arte de imitar está presente em tudo e cabe ao educador utilizar recursos didáticos adequados para apresentar variadas informações nos momentos certos a estas crianças. Ao imitar pessoas de seu convívio, a criança está representando. Esta representação de seu cotidiano, ocorre a partir de leituras, interpretações, desenhos, rodas de conversas, dramatizações, etc.
Nestes casos, o professor deve estar atento como está ou se dará o desenvolvimento das habilidades de seu aluno, sua inserção social. No nosso dia-a-dia as formas de comunicação e expressão humana são ferramentas eficientes para planejar ações e⁄ou transformações em uma Educação Infantil de qualidade, consolidada no respeito à criança que aprende.
Neste projeto, o primordial é que a arte de ler e interpretar histórias desenvolva amplamente na criança habilidades como a auto-estima, formulação de idéias, resolução de problemas, criticidade, etc, tudo ludicamente. Cabe então, a todos os profissionais que atuam direta ou indiretamente com esta criança, reflita não somente dos processos de sala de aula, mas também do seu papel como cidadãos, protagonistas de uma história.

BIBLIOGRAFIA

1 - BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil, V. 3, Brasília: MEC/SEF, 1998.
2 - CANDAU, Vera Maria (Coord). Somos todas iguais? Escola, discriminação e educação em direitos humanos/ Vera Maria Candau (Coord.). – Rio de Janeiro: DP&A, 2003. 176p.
3 – SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do currículo. Belo Horizonte: Autêntica, 1999. 156 p
4 - NZABALA, Antoni. A Prática Educativa: como ensinar. Trad. Ernani F. da Fonseca Rosa. Porto Alegre: Artmed, 1998.
5 - ZAMBELLI G. D. TEATRO NA ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA DE INTEGRAÇÃO COM DIVERSAS LINGUAGENS. Fonte: www.alb.com.br/anais14/Sem16/C16008.doc
SITES PESQUISADOS:
A CRIANÇA E O TEATRO - DE QUE CRIANÇAS FALAMOS? Maria Helena Kühner site:http://www.cbtij.org.br/arquivo_aberto/artigos.htm
ALCÂNTARA. Projeto Teatro na Escola. Fonte: http://www.maniakids.com.br/blog/projeto-teatro-na-escola/